quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

BENJAMIN AGORA INSINUA QUE LULA CONDUZ O BRASIL AO FASCISMO

A Folha de S. Paulo concedeu ao cientista político Cesar Benjamin, nesta 4ª feira (2), espaço mais do que suficiente para ele comprovar a acusação feita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que teria sinceramente admitido em 1994 uma tentativa de estupro homossexual cometida em 1980.

Da conversa informal de 1994, só um participante se lembra bem e garante ter sido mero gracejo do Lula, recebido às gargalhadas.

Já a ocorrência do episódio em si não foi confirmada por ninguém: autoridades, carcereiros, outros prisioneiros e até a suposta vítima se dissociaram do relato de Benjamin.

Quais os procedimentos cabíveis para um homem honrado, em tais circunstâncias? Ou introduzir elementos/depoimentos que, finalmente, respaldassem a acusação lançada no vazio, ou a retirar, pedindo humildes desculpas ao injuriado.

Benjamin não fez uma coisa, nem outra.

Saiu pela tangente, implicitamente abrindo mão da acusação pessoal ao Lula, já que a substituiu por uma acusação política: "a concentração pessoal do poder, a calculada construção do culto à personalidade e a degradação da política em mitologia e espetáculo".

Sem perder a pose, acrescenta: "Em outros contextos históricos isso deu em fascismo".

Só não percebe que, neste instante, não lhe resta credibilidade nenhuma para fazer acusações políticas.

Se era esta a munição que verdadeiramente tinha contra Lula, deveria tê-la utilizado no primeiro artigo. Acusá-lo de fascista em potencial e não de estuprador malogrado.

Optou por vilificar o homem... e fracassou miseravelmente.

Agora, tudo que diga contra o político Lula estará comprometido por provir de alguém que, até prova em contrário, não passa de um caluniador.

Quanto à Folha de S. Paulo, que em vão procurou quem confirmasse a versão delirante de Benjamin, continua devendo desculpas aos leitores.

Não só por ter concedido na semana passada uma página inteira para Benjamir passar um cheque jornalístico sem fundos, como também por agora se acumpliciar com sua evidente manobra dispersiva.

Subestimando grotescamente a inteligência dos leitores, jornal e colunista se condenam à irrelevância -- que no primeiro caso está em processo, mas para o segundo já é fato consumado.

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